Os 3 passos para criares uma Comunidade

Os 3 passos para criares uma Comunidade

Os 3 passos para criares uma Comunidade. Comecemos com um spoiller. Sabias que é o entretenimento que abre portas à tua comunidade hoje em dia? E sabias que esse entretenimento é o início do teu Funil de Vendas?

Mas existe aqui uma coisa também a ter em atenção. Como podemos entreter se o nosso objectivo é mostrar que temos uma solução para um determinado problema e o conteúdo que temos para passar, nada tem a ver com entretenimento e sim informação?

Aqui há uns tempos vi uma palestra do Paulo Cuenca em que ele dizia que não temos de entreter o nosso público como fazem nos circos. Nós podemos criar o nosso infotenimento.

E porquê infotenimento? Porque se tu fores a ver, com cada vez mais entradas de novos coaches e empreendedores no geral, o mundo digital está cheio de conteúdo igual. Ora, se o truque está em ser diferente e imprevisível, como vamos sê-lo se somos previsíveis, certo?

“Ah mas os grandes fazem assim…”

Sim, os grandes fazem porque estão no topo. Já ditam regras e modas. Mas quem está abaixo como nós, se formos fazer igual, não quer dizer que não funcione mas também não quer dizer que funcione.

E é sobre esta forma de criarmos uma comunidade e de sermos infotenimento que eu quero falar-te hoje para que o que publiques valha cada segundo do teu tempo e cada cêntimo do teu dinheiro. Vamos lá!

O poder da paixão

Desde 2015 que tenho pesquisado e trabalhado com Funis de Marketing. E o topo de um Funil de Marketing é a oportunidade de qualquer coach chamar a atenção dos seus seguidores.

Tendo em atenção que apenas 10% dos nossos potenciais clientes estão à procura do nosso produto e, mesmo esses 10% têm acesso ao nossos produtos mas também aos produtos concorrentes, temos de chamar a atenção por algo diferenciador.

E esse algo diferenciador é irmos pela nossa paixão. Vamos falando de nós. Daquilo que defendemos. Daquilo que acreditamos. Do nosso trabalho. Do nosso estilo de vida. Das nossas opiniões. Ir ao encontro do desejo do nosso público. E tudo isso sem vender. Só apenas para nos envolvermos com quem nos segue. E é assim que criamos a nossa comunidade.

Porque hoje em dia, podemos dar o nome de seguidores. Podermos dar o nome de leads. Mas aquilo com que nos devemos preocupar é em criar a nossa comunidade. A nossa audiência.

Aliás, uma das coisas importantes que todos os coaches deviam fazer era criar um movimento em torno da sua marca. Por exemplo, eu adoro comunicar. E o Marketing é sem dúvida a minha escolha desde o meu 9º ano. Mas em 2012, tive acesso ao mundo do Desenvolvimento Pessoal pela primeira vez e com o passar do tempo fui vendo como nós somos muito mais do que aquilo a que fomos ensinados e vimos ao longo da nossa vida.

Então fazia todo o sentido, eu poder juntar o Marketing ao Desenvolvimento e hoje ajudo coaches a criar e a passar a mensagem correcta com os seus negócios, podendo assim levar o poder do Desenvolvimento Pessoal cada vez mais longe.

O futuro é um 2 em 1

O outro dia tive um live onde o tema era a gestão da nossa parte pessoal e profissional nas redes sociais. E a verdade é que não há uma resposta certa. Não há uma escolha indicada.

Hoje em dia, funcionam os dois lados da moeda. Aliás, ouro sobre azul será juntares os dois – a parte pessoal (que tu queiras passar) e a parte profissional. Da mesma forma, que é importante tu publicares conteúdo que traz mais envolvimento e conteúdo mais técnico, para que seja sempre percebido aquilo que fazes.

Vai ser sempre importante gerar tráfego como será sempre importante criar uma comunidade. Tu escolhes o caminho que queres seguir.

Aliás, essa é outra parte que tem muito que se lhe diga. Aquilo que devemos ou não fazer. Quando vejo conteúdos “faz assim…” “não faças assado…” (e eu própria já criei esses conteúdos) vejo que não há certo nem errado. O que eu mais vejo hoje em dia a dar resultado é a consistência e a persistência. O restante, são escolhas.

O que eu faço cada vez mais nos meus cursos ou nos meus serviços de consultoria é mostrar aquilo que funcionou e funciona para mim. Mas há algo que eu deixo sempre em aberto. Tudo funciona se fores consistente. E daí eu não criar um método. Eu quero antes mostrar que todos os coaches conseguem estar lá bem em cima a viver do seu negócio e a viverem da sua paixão, da forma que mais se identificam.

3 passos para criares uma comunidade

Como mencionei em cima, é muito importante mostrar aquilo que realmente fazemos. Se eu sou especialista de Marketing Digital para Coaches, eu tenho de passar conteúdos técnicos para ajudar a minha audiência.

Mas também posso e devo criar a minha audiência e sei que só fazendo com que a mesma se identifique comigo e com o que passo, vai ser possível criar uma comunidade.

Então existem mais formas de criares a tua comunidade. Neste artigo, eu vou dar-te 3 que eu acho fulcrais.

Autenticidade

Existem vários conteúdos (meus inclusive) que falam sobre a importância em criarmos um nicho, um público-alvo, um avatar. Mas, é igualmente importante, sabermos quem somos.

Há uns tempos vi um vídeo do Gary Vee em que ele dizia que ele não precisa de mostrar a sua vida privada. Mas as pessoas sabem que tipo de música ele gosta. De que equipas ele é fã. Quem segue. Os temas que gosta de discutir. E por aí fora.

E isso cria diariamente envolvimento com a sua audiência. Ela identifica-se com o que ele diz.

Por isso, é muito importante não só mostrarmos quem somos mas também sermos autênticos. Estava aqui a pensar com os meus botões no quão natural sai todos os nosso conteúdos quando o fazemos de forma natural. Autêntica.

Mesmo que inicialmente não saibamos o que passar, com o passar do tempo tudo se torna automático. E isso torna tudo mais bonito. Ao invés de que se passarmos algo só por passar e criarmos até uma certa urgência em ter conteúdos diários só porque ou stories de hora a hora porque alguém nos disse que traz mais alcance.

Com o passar do tempo, se não temos e passamos realmente a paixão no que estamos fazer, ou seja, sermos autênticos, não só a nossa comunidade percebe que é algo forçado como nós próprios não vamos durar muito assim. Sabes o ditado “a mentira tem perna curta”? É a mesma coisa.

Vulnerabilidade

Imagina que estás num café com amigos. E tens constantemente uma pessoa a dizer que na sua vida tudo corre bem. Que consegue fazer tudo sem problemas. Que para ela tudo é fácil. E a sua vida é todo um sucesso.

Vais-te identificar e vais querer seguir esta pessoa? Ou esta pessoa vai afastar-te?

Muito provavelmente esta pessoa vai afastar-te. Porque nós não queremos pessoas perfeitas ao pé de nós, consciente e inconscientemente. Queremos pessoas normais.

Já pediste ajuda à tua audiência? Disseste que falhaste em algo? Propuseste criar algo em conjunto com quem te segue? Já admitiste que cometeste um erro?

Uma das coisas que mais faço hoje em dia é colocar nos meus conteúdos, algo que eu tenha feito errado. Porque errei. E isso é normal. Passares o como fizeste e o que isso te trouxe é essencial para que uma pessoa que esteja a passar pelo mesmo se identifique.

Por exemplo, uma pessoa que tenha medo de publicar por causa das opiniões dos outros. Já tiveste esse medo? Ou conheces alguém que tenha tido? Como reagia? E como ultrapassou? Entendes a ideia?

É essencial que perguntes. Peças ajuda para algo. Pergunta se quem te segue quer construir algo em conjunto contigo. A coach Paula Abreu criou um curso online onde mostrou em tempo real tudo o que fazia para alcançar resultados com o seu negócio. E começou por pedir ajuda, para saber qual a principal dor da sua audiência.

Envolvimento

Tal como é muito importante pedires ajuda e quereres construir algo em conjunto com a tua audiência, mostrando a tua vulnerabilidade e que não és o master sumo aqui do sítio, também é importante fazeres o mesmo para te envolveres e criares conexão.

Por exemplo, lembra-te que tudo é um passo a passo e nada vai acontecer em grande escala de um dia para o outro. Mas imagina que começas a criar um leque de vídeos que vão ajudar a tua audiência a resolver determinada necessidade.

Aquilo que eu faço sempre é perguntar para depois criar o conteúdo ideal. O conteúdo que vai ao encontro dos interesses da minha audiência.

Por exemplo, se tu queres criar um desafio, por exemplo, de x dias onde vais ao encontro de uma necessidade, porquê criares logo todo o conteúdo e não primeiro dares um tempo para as pessoas se inscreverem no desafio, teres uma sondagem ou um questionário, onde as pessoas colocam a sua necessidade e, após esse tempo, crias o conteúdo para o desafio, mediante as respostas?

Acredita que vai fazer a diferença porque vais ao encontro exacto daquilo que o teu público e não aquilo que tu pensas que ele precisa.

Conclusão

Tudo o que precisamos de saber é que é muito importante não só passarmos “a parte séria do nosso trabalho”, por assim dizer mas, também é muito importante dar a conhecer quem somos, aquilo que acreditamos, aquilo que defendemos, aquilo que seguimos.

Porque só assim teremos pessoas que se identificam connosco. E não temos de o fazer como toda a gente faz. Não temos de criar conteúdo únicos. Temos apenas de pegar em quem somos e aquilo que acreditamos e, meter o nosso factor x que é o que nos faz ser únicos.

E não temos de ser sérios. Podemos ensinar a brincar. Podemos passar uma mensagem a brincar. Eu não sei se te lembras mas existiam aqueles programas de física e química na televisão. E os apresentadores vestiam-se tal como os físicos e os químicos mas de uma forma diferenciadora, com uns óculos diferentes, uma maquilhagem diferente, um toque especial.

Portanto, passa a tua mensagem de forma natural. De forma autêntica. Cria a tua receita. Vê o que te diferencia. Vê o que defendes e o que não defendes. E não tenhas medo em copiar aquilo que encontras e te identificas. Simplesmente, colocas o teu factor x. O teu ADN.

E cria a tua marca. Não te preocupes tanto em criar os produtos.

Se preferires, coloco-te aqui em baixo o vídeo sobre o tema que também podes seguir no YouTube 🙂

Até já!

Sara


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